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Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Fórum destinado a relatos de passeios realizados pela galera, com fotos, vídeos e dicas de viagens, participe
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James Parra
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Re: Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Mensagem por James Parra » 08 Jun 2018 09:48

- Cataratas molha. Nada de jeans ou sarja. Vendem capa de chuva do lado de dentro mas é muito caro (R$15). Com o calor que faz da pra se molhar e se secar logo em seguida.

Pooow, precisa de aulas com o sr. James Muchiba, o povo depois de usar as capas, descarta no lixo ao lado do vendedor das mesmas, basta pegar no lixo :lol: :lol: :lol:
é ruim de eu pagar 15 pila num saco plástico... kkkkk
Fui em janeiro com a muié e o filho, ela ficou com vergonha no começo, depois, deu as nossas para um pessoal que vinha chegando e nao tiveram coragem de comprar, e ficaram super agradecidos hahahaha

- Paraguay tem muita pressão de vendedor pra quem não conhece o lugar
- Paraguay é bom ir com alguém que já conheça
- O Paraguay na rua é sujo e fedorento; no shopping Paris é mais arrumadinho e agradável de ficar

Realmente o Paraguai é tenso. Tem que andar olhando pra frente e ignorar o povo que fica te cercando. Senão, nao sai do lugar e acaba sendo enganado... As galerias realmente são melhores de andar e os produtos nais confiáveis e com garantia. Realmente a primeira vez é melhor se tiver alguem que conhece ao seu lado... E chegue cedo, as 4 fecha tudo lá!

- O passeio de Itaipú que vai pro lado de dentro não tem 1/2 ingresso. Achei o valor muito salgado (R$75,00). Não achei que valeu a pena o preço vs. passeio.

Fiz esse passeio em 2015, é caro sim, mas valeu a pena. Segundo um amigo, se vc for pelo lado Paraguaio, a visita é gratuita...
1º, 2º, 3º e 4º ENX MG EU FUI! 8-)
1º e unico EEX ES Irupi EU FUI! 8-)
3º ENX Pirenópolis EU FUI! 8-)
4º ENX Ibiuna EU FUI! 8-)
6º ENX Canastra EU FUI! 8-)
7º ENX Jaciara EU FUI! :D

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VENTANIA
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Re: Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Mensagem por VENTANIA » 08 Jun 2018 16:23

Leandro, muito legal mesmo essa sua viagem.


Ainda mais sózinho não é pra qualquer um não.


Muito legal mesmo.
um abraço a todos
RUY
IBIRAMOTOPOINT TODAS AS TERÇAS SÃO PAULO

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Fael
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Re: Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Mensagem por Fael » 12 Jun 2018 10:17

Maravilha, véi. Cadê o resto.
2011 1º ENX- Chapada Diamantina BA-FUI
2012 2º ENX- Conceição da Barra ES-FUI
2013 3º ENX- Pirenópolis GO-FUI
2014 4º ENX- Ibiúna SP-FUI
2015 5º ENX- Florianópolis SC-FUI

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L. Rossa
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Re: Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Mensagem por L. Rossa » 16 Jun 2018 17:45

O bagulho é loco e o processo é lento!

Dia 4

Origem: Foz do Iguaçu - PR
Destino: Corrientes (Argentina)
Distância no dia: 701 km
Distância total: 1.510 km

https://www.youtube.com/watch?v=Pvs9ITZGeYo

Atravessei a fronteira da Argentina sem problemas. Só pediram passaporte e documento da moto. Não pediram pra ver Carta Verde. Entrei em Puerto Iguazú para fazer câmbio. Fiquei contente de não ter ficado lá, pois minha ideia inicial era ter ficado do lado argentino, mas não há nada pra ver (além das trilhas nas cataratas e cassinos).

Feita a papelada e o câmbio, eu estava livre. Que sensação boa de explorar um país novo!

O caminho seguiu pela rodovia de acesso às Cataratas do lado argentino. Um trecho bonito e cheio de vida. Mais adiante, após quebrar para a direita em direção à Posadas, fui parado num posto policial. Revistaram parte da minha bagagem, mas parecia ser só pra fazer protocolo.

Aqui restaurantes não são parte das estaciones de servicios. Era cerca de 12:30 quando avistei um “comedor” e resolvi parar pra almoçar. Não havia prato feito executivo como no Brasilzão. Com espanhol enrolado e tímido, perguntei o menu do dia. Pedi um asado con mandioca, com Coca Cola deu 150 pesos argentinos (R$24 aproximadamente).

Meu objetivo era chegar em Corrientes ao final do dia. Eu deveria ter saído mais cedo, e pra ajudar os trâmites de fronteira e câmbio também tomaram algum tempo.

Tomei uma breve chuva após o almoço e continuei pelos descampados da Ruta 12. Estava cansado de ouvir o motor e o vento e coloquei uma música pra tocar. Tudo estava ótimo e saindo como planejado. Ao longe eu via que uma chuva estava por vir, e com ela, vento.

O consumo aumentou e eu vi um posto de combustível quando o tanque já estava pela metade. Acostumado com a disponibilidade do serviço no Brasil, deixei pra abastecer quando entrasse na reserva. Ahhh, mas pra que?

Alguns quilômetros depois de passar a cidade, o nível de gasolina já baixou. E eu segui. E a chuva veio. Tira roupa de chuva da bagagem.. Veste roupa de chuva. Segui.

Então veio o vento. E não era um ventinho. Era uma rajada de vento que parecia alguém empurrando. E que diminuiria momentaneamente a coragem até de um piloto experiente. Imagina pra mim, na primeira vez fora do país de moto? E aconteceu de novo. E de novo. E de novo.

Eu estava num jogo de acelera-desacelera contra o vento enquanto me curvava sobre o tanque para ter uma aerodinâmica melhor. Os alforges ajudavam a empurrar a moto pro lado, em sentido ao acostamento (que na verdade era só grama). As coisas ficaram mais intensas quando o indicador da reserva começou a piscar e o vento ficou pior, não me dando segurança para continuar.

Parei na entrada de uma fazenda próximo a árvores sem folhas para esperar o vento e a chuva diminuirem. Em um raio de 360º, para onde eu olhava não havia nada além de vegetação rasteira, e os paredões brancos de chuva ao longe.

Eu tinha mais uns 35km para chegar em Ita-ibate — cidade que tomei como referência até onde eu achava que o tanque aguentaria — para fazer e não podia ficar lá esperando a chuva passar. Segui, até encontrar o ponto certo entre velocidade pra não desequilibrar nem gastar muito combustível. Uns 80km/h em 5ª marcha. Foram os piores quilômetros (até então). Eu pedi às forças superiores para não me deixarem passar um perrengão de ter uma pane seca e ficar na chuva sabe lá quanto tempo.

Passei uma cidade antes. Nada de posto. Mais chuva. Mais luz da reserva.

Cheguei em Ita-ibate. Entrei na cidade. Achei um posto… Estava desativado! Me abriguei ao lado de um carro que estava na parte coberta e perguntei onde iria encontrar gasolina. O homem que esperava alguém junto de sua família dentro do carro falou que 3km pra frente havia um. Aproveitei pra ficar um pouco fora da chuva, até que essa pessoa esperada chegou. O homem saiu com o carro e eu fui atrás. Se ele visse que eu fiquei sem gasolina, poderia fazer alguma coisa.

E, realmente, 3kms na frente, o posto YPF estava lá. Santo posto, Batman! Abasteci, comi um lanche rápido, e notei que na Argentina há máquinas que servem água quente pro chimarrão. Cultura!

Corrientes não chegava nunca. Cada trecho de uma cidade a outra debaixo de chuva era longo. Eu continuava em velocidade reduzida ou pelo vento, ou pela chuva, ou pela baixa visibilidade. Pra não desequilibrar me curvava sobre a moto, me cansando mais rapidamente. Os últimos 100km eu ainda fui contemplado com um tipo de vento diferente: ao invés de empurrar às vezes, empurrava constantemente e pegava numa posição do capacete que entrava e incomodava muito. Parei em um posto para configurar o endereço de um hostel no GPS. Sem sucesso: o dispositivo não me deixava pôr o número exato.. Segui decidido a dormir onde encontrasse hospedagem.

Entrei em Corrientes ao anoitecer. Incrivelmente dava pra ver o horizonte em um tempo meio fechado, meio aberto. Me liguei de me manter na marginal e por lá segui. Parei em um lugar coberto para ver os mapas offline do app Maps.me. Dei algumas voltas e encontrei um hotel. Devido a um evento na cidade esse, bem como os outros hotéis, estavam todos lotados. Por sorte do outro lado da rua havia um hostel, e fui lá perguntar. Um detalhe aqui é que Corrientes é terrível de estacionar. Na frente do hotel havia espaço para meio carro. O hostel, porém, tinha convênio com um estacionamento.

Carreguei as malas para dentro e deixei a moto na quadra ao lado. Checkin feito, fui ver o resultado de 4 horas de chuva. As bolsas de cordura aguentaram a água, mas não impediram a umidade de passar. Veredito: moletom e toalha molhados. Ah, e mesmo com roupa de chuva as roupas de cordura também umedeceram. Pelo menos eu ainda tinha roupa limpa. Banho tomado, saí pra comprar uma "hamburguesa" (sanduíche de hambúrguer) próximo dali. Continuava chovendo, mas agora leve. Conversei com alguns colegas de quarto, mas não fiquei muito. Nem tirei foto do hostel, tamanho cansaço do dia. O pior era saber que eu ainda teria que acordar cedo no dia seguinte para não ter problemas em chegar à noite novamente.

Fim do dia 4.

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