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Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

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nelsonbad32
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Re: Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Mensagem por nelsonbad32 » 02 Out 2018 09:39

Top ein.

E o custo dessas pernoites, quanto foi?
ENX:
2011 - Chapada Diamantina/BA / 2012 - Conceição da Barra/ES / 2013 - Pirenópolis/GO
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L. Rossa
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Re: Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Mensagem por L. Rossa » 09 Out 2018 22:24

nelsonbad32 escreveu:
02 Out 2018 09:39
Top ein.

E o custo dessas pernoites, quanto foi?
No alojamento da reserva deve ter saído uns 30 BOB. Tipo, uns R$25,00. Não tem luxo nenhum, nem café da manha, mas tem sopa (que eu acho que me deu diarréia :oops: :roll: :lol: ), mas só pra não ficar do lado de fora naquele lugar, deveria custar mais.

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Re: Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Mensagem por nelsonbad32 » 10 Out 2018 08:53

Preço bom, sem exploração, na Bolívia não tem jeito, comida só industrializada, senão a gente não aguenta.
ENX:
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L. Rossa
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Re: Curitiba-Uyuni-Atacama em 20 dias [7.500 km - REALIZADO]

Mensagem por L. Rossa » 22 Out 2018 23:30

E a saga continua Xerolenes! Devagarin, que é pra evitar fadiga. Vamos lá:

Dia 12 tchau Bolívia olá Atacama


https://www.youtube.com/watch?v=xvrp-ScOz20


Acordei 5:30. Os grupos que estavam no alojamento pelos tours levantaram antes. Tentei gravar um time lapse do nascer do sol por de trás da laguna. Estava tão frio que o celular desligou sozinho. E falando em frio, a motoca, coitada, estava toda cheia de gelo em cima. A água dentro do baú congelou.

Descobri que o meu power bank e o carregador Android que eu tinha foram levados por alguém de algum grupo. A dona da casa achou que era de algum deles e esse alguém levou. Ela falou que ia falar com os motoristas por rádio pra gente se encontrar, mas eram horas e caminhos diferentes.

Parti. Torcendo para que o caminho fosse melhor que o do dia anterior. E por sorte foi. Fazia um frio, mas um frio conforme eu ia chegando pra dentro da cordilheira. Teve trecho com terra e gelo em cima. Teve córrego congelado que eu tive de quebrar o gelo pra passar sem escorregar.

Por muitas vezes, mesmo na rota principal, era mais prudente seguir os caminhos que outros veículos já deixaram. Porque nas laterais acumulava areia e pedra.

Vi os Geysers de La Mañana. Diz que bem cedo eles ficam mais fortes. Visitei depois, mas a cena continuava única: uma cratera com piscinas cheias de um piche preto e borbulhante de onde saia fumaça cheirando enxofre.

O trecho depois dos geysers melhorou muito. Aparentemente tinha uma mineradora perto. E caminhões passando.

Vi uma laguna onde havia famílias bolivianas acampadas. Havia água quente na laguna mas não consegui identificar o que faziam la.

Mais pra frente cheguei às Termas de Polquen. Troquei de roupa e fiquei curtindo uma água a 36 graus, enquanto fora deveria estar uns 4. O final da piscina dava para uma laguna ao fundo, como se fosses uma borda infinita. Encontrei dois brasileiros que estavam indo pro Atacama também. Contaram que também passaram sufoco em alguns trechos de areia vulcânica, e me parabenizaram por chegar até lá sozinho e de XRE.

Segui pra Laguna Verde, já quase sem bateria pra GoPro. As paisagens tinham um misto de deserto no chão com montanhas com neve em cima. Sensacional.

E ventava frio de cortar. Fiquei muito feliz de ter comprado um cuecho polar em Uyuni (40Bs) porque uma balaclava não ia segurar tanto vento.

A Laguna Verde possuía um tom entre verde e azul. Bem bonito. Faltava um mirador (mirante, em português, haha) bem alto pra contemplar tudo aquilo. Não vi animais por perto.

Cheguei à fronteira da Bolívia. Pra fazer a papelada certa, bati na porta do escritório no meio dos Andes que ficava fechada pelo vento. Um boliviano com uma cara de coisa errada atendeu.

Pediu passaporte, e eu falei que também tinha um documento da moto que recebi quando entrei no país. Ele falou que eu tinha que ir até a Aduana que ficava a 84 km do posto. Não acreditei. Isso que na saída da reserva havia uma casinha fechada escrita Aduana Boliviana. Perguntei sobre ela e ele falou que foi desativada. Eu não queria voltar e perguntei se não podia seguir sem. Ele perguntou se eu voltaria a Bolívia. Falei que não. Ele então disse que poderia levar esse documento mas precisaria de uma "ajuda de custo" porque era muito longe. Na hora saquei. Como só tinha notas de 100Bs (50 BRL) perguntei se cem era bastante. Ele não hesitou, deixou eu tirar uma foto do documento, e anexou o dinheiro com um clipe ao documento.

Atravessei pro lado chileno e, surpresa! Asfalto! Depois de 2 dias andando entre 1ª e 3ª marcha com solavancos e muita areia, deu uma alegria esticar marcha.

Cheguei na Aduana Chilena. Papelada de moto e passaporte. Uma revista bem mais ou menos nas bagagens. Bora pro Atacama!

O caminho da cordilheira pro Atacama é um descidão cheio de áreas de emergência para caminhões que embalam e perdem o controle. Ainda assim eu fui ultrapassado por um! Mas eu também não tinha pressa. Do alto se via todo o deserto do Atacama. Um terreno plano a perder de vista. Não tinha bateria na gopro então não consegui gravar.

Chegando no Atacama, procurei hostel, encontrei o hostel Laskar. Com estacionamento em outro lugar mas perguntei se podia deixar a moto na calçada. SPA me pareceu bem segura. Lugar muito turístico mas da pra ver que não tem aquele ar ruim de cidade grande.

Esqueci que eu não tinha pesos chilenos. Fui atrás de um lugar pra cambiar dinero. Dei muitas voltas porque a rua onde tinha era contramão e eu não podia entrar de moto. Troquei os bolivianos e uns 170 dolares. Aproveitei pra comprar um power bank e o carregador que perdi no dia anterior.

Quase tomo uma multa dos carabineiros (guarda municipal do Atacama). Por parar “rapidinho” onde não podia pra perguntar preço de Hostel. Me fiz de desentendido e falei que "no ia se pasar novamente".

O hostel ficou por 12.000/ noite (60 BRL). Atacama tudo é caro. Me arrumei e aí fui comer. Paguei 11.500 pesos (uns 55 BRL) numa "chaufa de lomo" (arroz, legumes, carne e um ovo por cima).

O preço no Chile em geral se vc quiser ter noção em reais , tira os dois últimos números, e divide por dois. Ex: 11.000 tira os zeros fica 110, divide por 2 fica 55.

Contratei um passeio aos Geysers Del Tatio. Único lugar que eu não queria ir de moto porque falam que a temperatura lá é negativa.

Preparei tudo pra acordar as 4:30 e esperar a van as 5h.

Fim do dia.

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